sábado, 22 de agosto de 2015

Desapego


Um dia a gente cansa...
Cansa do comum, do previsível, de  horários, de correria,...
Nesse dia (com um  pouco de coragem) vamos descobrindo que não precisamos de muito, não precisamos de agendas, não precisamos bater  cartão, não precisamos ter.
Se  me perguntarem como andam os  negócios, vou dizer que não sei. Porque hoje eu não  vivo mais para trabalhar, trabalho o necessário para viver.
Tenho tempo para ver o  pôr do sol, para  dormir  mais  um pouquinho, para caminhar na praia, para  conversar pessoalmente, para  tomar um café... e até  mesmo,  para  não fazer nada.
Tenho tempo de  sair  para fotografar, tempo  para  ler um bom  livro, brincar com os  gatos.
Não tenho mais rotina,  o que me deixa muito  feliz!
Esta  fase de  transição não é fácil, mas  é uma  delícia. Ver o mundo  com  calma, apreciar as  estações, cantar. Não me  lembro de um  momento  tão  feliz :)
Descobri que meu espaço é a  rua, não  mais fechada num aluguel comercial. Descobri a  alegria de trabalhar num  dia de  sol, ver  gente, conversar, rir,  e ainda sim, pagar as contas.
Descobri a FEIRA!
Fui para  a  rua com  meus  doces e  com meu  coração.
Amigos, sorrisos, música, cheiros...
Tudo estava  tão  perto e  eu não tinha  percebido.
Feira da Freguesia, no Centro Histórico de  São José
É  lá que  vão me encontrar, todo segundo domingo do mês!
Com doces e sorrisos, ou sorrisos e doces, ou doces sorrisos?


segunda-feira, 9 de março de 2015

Dia de São Patrício ou Saint Patrick's Day



 Comemorado  no  dia  17 de  março,"Saint Patrick" é provavelmente o  dia de santo mais festejado no mundo , uma tradição nos países de  língua  inglesa.  Dizem que São Patrício usava um trevo  de três folhas para explicar a doutrina da Santíssima Trindade para os irlandeses. Com o passar  dos  anos a cor  verde foi tomando  conta dos festejos. Chegada  da  primavera, trevos e  Irlanda. Tudo  bem  verdinho para  comemorar  o  dia dele. Lá em Dublin,  o  festival de  São Patrício dura  5  dias!
 Mas estamos no Brasil, acabamos de  sair  do  carnaval... Já  pensou  ter  mais  5  dias de festas?
Aos poucos vamos  incorporando  outras  culturas,  talvez  pela quantidade de turistas que  recebemos,  talvez  pela quantidade de estudantes que  vão  para Irlanda. Alguém  conhece  alguma  cidade brasileira que  não  tenha um Pub?
Eu morei  um  tempo  em  Boston (USA), num  bairro  bem  irlandês. Na  rua  principal havia  mais  de  12 pubs. Ah,  e eles  abriam antes das 10 da manhã! Dia  de  São  Patrício por  lá  era  uma  loucura, ruas  lotadas,  igrejas  lotadas, pubs lotados ( claro,  porque  depois de rezar... é  hora de  beber).
  Ontem teve  comemoração aqui na  Palhoça ( sim, na  Palhoça!).  Fui dar uma  conferida na  festa...
Cervejarias artesanais, bandas  de  rock,  muito verde!
A  festa começou ao meio dia e terminou às 19h. A  proposta  é  bacana, o  lugar  é  lindo mas, como quase  todas as  ideias bacanas, faltou  planejamento. Filas  enormes  e  preços  abusivos! Os  "food trucks", já  não  tinham  mais comida antes das  16  horas. Conversei  com  pessoas que gastaram 150,00 em  restaurantes e  comeram  mal. Coisa  que  não acontece  em Blumenau,  nos  eventos fora da  Oktoberfest. Acredito que  ano que  vem será  melhor :)
Não poderia deixar  passar  batido o que mais me  chamou atenção...  A  banda Road to  Erin, música  tradicional irlandesa. Fiquei  surpresa com esses  meninos!
 
 
Não  consigo parar de ouvir <3 
 


 
Foi  bom,  foi  uma  delícia...  Agora é  aguardar  pelo próximo,  torcendo para que  os  problemas de filas  e  preços  sejam  resolvidos.
 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Food Truck



   Depois de um  final de ano agitado, 2015 resolveu  começar !
Primeira  postagem  do ano (  quase  carnaval, me desculpem a  demora).
A moda agora são os "food trucks" ( entenda como "comida de rua"), depois de importar os cupcakes, as  paletas  mexicanas, o  uso  do  "gourmet" para  tudo... A moda agora é comer  na  rua.
Comer  na  rua  com  glamour, claro! O  carrinho de cachorro quente que era  simples e  não menos gostoso,  nunca  foi  valorizado. Tinha o  carrinho da pipoca,  do  caldo  de  cana, do milho verde, do algodão  doce,  da  água de  coco, da  cocada,  da maçã do amor,... Coisas  tão  tradicionais,  gostosas, simples e  acessíveis, hoje estão desaparecendo num  mundo tão "gourmetizado". 
Ontem fui à um  evento de  "food trucks", o que  eu  vi?
Vi um monte de  trailers, todos com reboques.  O real "caminhão de  comida",  somente um  ou dois me  chamaram  atenção.  Modernos  e  bem equipados,  como devem  ser.
Filas  para tudo e tudo muito caro.
Filas  para  comer um  cachorro quente ( fininho, daqueles  tipo americano), que custava  18  reais!!!! Tudo  muito  mais  caro  do que  você pagaria  num  ponto  fixo, considerando aluguel,  mão de  obra  e  todos  os  impostos...
Minha  impressão dos  negócios que  envolvem  gastronomia  é que,  são  todos  amadores.  Querem  tirar  todo o investimento de  uma  só  vez,  não se  preocupam em  conquistar o cliente e  sim,  encher  os  bolsos de  dinheiro. Se  depois seis  meses não  tirou o investimento,  é  só fechar  e  mudar  para  o que  estiver  na  moda.
  Acho que  o  food  truck  é  uma  proposta  bacana, mas  deveria  existir sem o  compromisso de  estar só  onde  tem eventos  de  "food  truck".
Por  exemplo, aqui em  Florianópolis você vai  ao  parque com  as  crianças,  deu  fome e...
e não tem  nada  por  perto para  comer. " ó-lhó-lhó... tu  visse que  teim um carro de  cumida  ali, seu  istepô? "  Ah,  isso  ajudaria  muito!
 Se um  dia eu  tiver  um  food truck,  vou estar em  parques, vou  emprestar toalhas xadrez, vou  servir  limonada e fazer  virar  um  grande Pic-Nic. Não  vou estar  em eventos em estacionamentos,  cercada de  concreto.
 Comer tem que  ser  uma  experiência de prazer!